segunda-feira, 9 de junho de 2008

"Cansado do Mundo?!!!!"



"Cansado do Mundo?!!!!" Foi este o motivo banal que levou um jovem japonês a atropelar e esfaquear pessoas na rua deixando 7 mortos e 10 feridos.


"Kato, que foi detido pela polícia na zona onde aconteceu o massacre, disse aos agentes que foi ao bairro de Akihabara "para matar pessoas, pois estava cansado do mundo".
(http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/06/09/assassino_de_toquio_diz_que_avisou_que_iria_cometer_massacre_em_site-546714820.asp)



Este chocante episódio me espanta, todavia, quantas pessoas se levantam diariamente no mundo inteiro enfadadas da vida que levam? Talvez muitas, milhares. Porém, é reduzido o número das que tomam atitudes tão mesquinhas e egoístas.

São muitas as pessoas que se sentem cansadas do mundo e que, por vezes, também nos espantem, mas nem sempre pelo mal que este rapaz isoladamente causou. Alguns deixam o emprego e vão morar em praias, fazendas, interiores. Outros não tem a opção de largar nada e por necessidade e responsabilidade permanecem na mesma rotina diária. A alguns resta a alegria da reposição de ânimo por aqueles que os cercam, e graças a Deus existem estas pessoas como óleo e bateria!!!


Penso então, como o fio que separa a vida é tênue e frágil, sendo pouco perceptível a todos nós em nossa labuta diária!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Tortura, pedágios e outras coisas

Triste fato ocorreu com os repórteres do jornal O Dia. Puseram-se em risco, mas em favor de denúncia, de relatar realidades a nós muitas vezes escondidas ou ignoradas. Fatos sofridos por toda comunidade que tem em seu convívio grupos de má índole.

Alguns grupos surgem para arregimentar soldados para o tráfico, outros para humilhar dependentes ou malfeitores numa falsa jutiça fantasiada de corrupção.

Acredito que se questionados ou perguntados, os moradores destas comunidades prefeririam não ter nem o tráfico nem as milícias. Logo, fica a pergunta que a todos ecoa: Cadê o Estado? Não está nas mãos das milícias, óbvio... mas nas entrelinhas será que não mesmo? Pois se são compostas por policiais...

Mais triste ainda foi saber que ao torturar colocaram músicas evangélicas em alto e bom som. Porque? Que dor amenizar, ou que evangelho pregar para disfarçar a falsa justiça que pensam fazer? Apoiar as igrejas locais, obrigar as pessoas a fazerem parte, isto não é evangelho, nem amor nem remissão/redenção!!

Muito cuidado peço para que ninguém julgue as igrejas e os evangélicos de tais comunidades por tal fato, mas que usemos de nossa inteligência para discenir atos procedentes e não de nossos irmãozinhos. O que não se pode confundir é a atitude das milícias com a das igrejas, pois sem dúvida a dos milicianos não é cristã nem encontra apoio bíblico.

Clemência é o que pede a população em geral, nas ruas, nos sinais, nos ônibus, nas comunidades, nos condomínios, nas escolas públicas ou particulares. Clemência que se transforma em pedido de remissão e redenção do homem integralmente.

A estes profissionais que sofreram desejo cura da alma, do corpo e da mente, pois solidária a eles imagino a dor que sentiram assim como imagino a dor que outros incógnitos sentem diariamente sem que saibamos. Deus nos proteja e conduza nessa longa estrada que é a vida!!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Breve reflexão

Estava aqui parada a ler alguns emails. Liguei a TV enquanto isto e, no canal SESC TV, uma menina que pouco conheço, chamada Céu, canta um tipo de blues misturado com samba/reegae/DJ raper, etc e tal. Algumas vezes desafinada outras muito melodiosa ...

O que na verdade me fez pensar que poucas vezes valorizamos estes momentos de descanso, mesmo que sendo rodeada de textos, livros e uma redação que me aguarda. Todavia, tem um sol amanhecido entrando pela minha janela, um cachorro fofo e cheiroso (rs) aguardando o sol pra se esquentar do frio, um canto insistente de pássaros do lado de fora ... eita. As vezes esqueço de agradecer por esta oportunidade, no meio da tensão do dia poder participar deste conjunto natureza que enriquece e restaura o frescor da alma e dos sonhos.




terça-feira, 11 de março de 2008

tranquilidade, desassossego, renovação da mente, criativa criação

O tempo corrido...hum, até parece que o tempo corre?!!! rs

Se tivesse pernas seria bem capaz de sentar-se a beira de um rio pra curtir a correnteza
ou a beira da calçada pra fofo-comunicar-se com aqueles que passam tranquilos...Tranquilos?? Quem mais??

Rs, intrigante tranquilidade que se busca na labuta diária!!

Então, para relaxar que tal um pouco de Teatro Mágico? Poesia lúdica, cantada e interpretada por este grupo que ainda não tive a chance de assistir pessoalmente, mas que encanta e faz valer a pena alguns minutos de sorriso poético e sonhador no labutar deste dia.

Compartilho: http://www.teatromagico.blogger.com.br/

http://www.youtube.com/watch?v=uz7drzGzrx0&feature=PlayList&p=55638810BC3A70AA&index=3

E o bom é que essa tranquilidade também faz pensar e refletir tirando o sossego da "tranqulidade"

Folia No Meu Quarto

O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli/Nô Stopa

Se água nos olhos do palhaço molha
Menina dos olhos abandonada

Boneca de pano, de pena, chora.. pano
Água nos olhos da gente escorre

Corre beirando boca, ribeirão
Dorme junto ao coração
Faz do peito cachoeira

Leva, lavando, me deixando leve
Que a certeza não escorregue
Feito pedra de sabão

Bola, vidro, janela, bronca, tapa
Dias e dias sem televisão
Fecho porta pra não escutar briga
E, também, pra briga não escutar minha canção

Que faço distraindo a vida
Vou traindo minha sina
Distraindo decisão
Falo coisas que as vezes não faço
Sou boneca, sou palhaço, ponto de interrogação

Todo ser seria
Todo rio riria
Toda flor folia
Abajour pra escuridão

Toda brincadeira começa com alegria
Mas o sino do almoço troca o riso por feijão

Todo ser seria
Todo rio riria
Toda flor folia
Abajour pra escuridão

Toda brincadeira começa com alegria
Mas o sino do almoço troca o riso por feijão

Quero mais careta no retrato
Quero mais folia no meu quarto
Quero mais careta no retrato
Quero mais folia no meu quarto

"Não vos conformeis com este século mas transformai-vos pela renovação de vossa mente." E eu peço pra nunca esquecer de não me conformar com a dor, com a solidão, com o descaso, com a falta de alegria, com a falta de perdão, com a exclusão...que a mente se renove a cada dia em busca de solução e com muita inquietação!! E se eu me esquecer (na labuta ou na alegria) que o Pai me lembre, sempre!




http://www.youtube.com/watch?v=fjbSebz21kU&feature=PlayList&p=55638810BC3A70AA&index=6

Para ouvir o teatro mágico, é só acessar: http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/oteatro

BEIJO e BOA SEMANA PRA TODO MUNDO

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Caranval...chuvoso carnaval

O tempo foi de chuva, tempestade, casa encolhida,
d
esfile na TV, filme e pipoca.
Muita preguiça, muito cansaço, expectativa e
quando
o renovo vem, canto...


"Piloto (Quarteto Vida)
Composição: Emily D. Wilsoni

Se a fé por vezes falta
Quando o sol não posso ver
A Jesus eu digo humilde
Oh, vem meu piloto ser

Oh, não temas sou contigo
Teu piloto até o fim
Não te importes com o perigo
Eis a mão, confia em mim

Quando a alma se abate
Quando os dias longos são
Volto o olhar ao meu piloto
E este canto escuto então"

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Festa e infância

No mês passado fui ao aniversário de uma tia e primo, que aniversariam no mesmo dia. Lá reencontrei parentes queridos, e primos de minha infância, e aí foi só recordação...

Passei dias muito gostosos quando podia andar descalça no chão de barro, fazer aventuras no meio do laranjal. Caçar cobra cega no meio da plantação de aimpim. Atravessar o matagal até o curral e a báia dos bois e vacas. Nadar no lago proibido, rsss...quanta molecagem!!! Andávamos de bicicleta o dia inteiro, e eu sempre voltava pra casa com algumas medalhas, rss (arrranhões, roxos, cortes, picadas de inseto...rss)

Era banho de chuva, corrida e derrapagem na lama...tinham também banhos emocionantes, com pererecas grudadas no teto do banheiro do quiosque, e uma água gelada!!!!

Eu tive vô e vó emprestados, e um monte de tios naqueles fins de semana divertidíssimos no Sítio do Coqueiro Velho, do saudoso Tio Paulinho.

Colhia carambola no pé até enjoar, a mão ficava roxa e alíngua também de tanta framboesa, jamelão catado e comido ainda na árvore, rsss... Tinha corrida de cachorro brabo, aventura para atravessar pontes, brincávamos de circo e mais um monte de coisas ... Hoje sinto falta, dessa vida verde e ao ouvir uma música do Boca Livre me identifiquei muito:

Uma casa antiga e um pé de flor na porta
E os meninos soltos pelo laranjal
Mariana e Gabriela, dois sorrisos
Timidez guardada em renda e chita azul
Alecrim, manjericão, camélia, flor e flor
Meigamente Mariana espera seu amor
Manga-rosa, carambola, jambo, fruto bom
Gabriela meigamente inquieta floração
Uma casa antiga assim como a Tartária
E os meninos soltos pelo mundo seu
Dois sorrisos Gabriela e Mariana
Doçura guardada em renda de algodão
Manga-rosa, carambola, jambo, fruto e flor
Meigamente Mariana esconde seu sabor
Alecrim, manjericão, camélia, floração
Gabriela meigamente, inquieto coração
Uma casa antiga, alegre e avarandada
Guarda seus meninos, corpo protetor
Mariana e Gabriela agora dormem
Feito num quintal repousam, fruto e flor
(As Moças - Boca Livre)

Sei que quero uma roça pra um dia criar minhas crias, botar meu pé no chão e descansar ouvindo o vento o som do silêncio e sussurrar pra vida feliz com Deus e os meus... e também emprestar, quem sabe, tios avós primos pra quem quiser!!!

domingo, 23 de setembro de 2007

Favelização, Caos Urbano e Desigualdade

Rio de Janeiro cidade de grandes dimensões. Possui praias maravilhosas, lindos morros, centros urbanos movimentados e populosos. Exige paciência de quem em suas ruas necessita transitar.

O desenvolvimento de cada área é distinto. Fato que não permite aos cidadãos permanecerem próximos a sua residência diariamente, levando-os a trabalhar e estudar em locais distantes. A necessidade de evitar o tempo com deslocamento e o gasto com transportes conduz alguns, de baixa renda, a optarem por moradias irregulares, inchando as favelas.

Muitos são atraídos de cidades vizinhas ou de outros estados, aumentando a concentração populacional. Conclui-se que um projeto de desenvolvimento que descentralize esta cidade promovendo o desenvolvimento de outras, ajudará no redirecionamento da sobrecarga populacional. Desta forma controla-se e reduz-se os transtornos urbanos nela sofridos.